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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Escrever por quê? - Artigo


Escrever por quê?

Existem muitas maneiras de escrever. No computador, num caderno, numa agenda ou até mesmo num simples guardanapo de papel, enquanto você paquera o bonitão do outro lado do salão em um barzinho.

Mas o que escrever? Bem, no guardanapo é fácil saber: seu telefone, seu e-mail, seu endereço no Facebook, ou até mesmo um simples elogio dizendo que o bonitão fez você ganhar a noite só com a presença dele. Agora, nas outras ferramentas é que realmente estará a sua essência. Sim! Por que é numa agenda ou num caderno velho que as vezes expressamos os sentimentos, muito mais elaborados do que estivéssemos frente a nossa melhor amiga, tendo o olhar julgador dela a nos penetrar a pele.

Podemos criar mundos paralelos, descortinar os nossos temores e medos mais sombrios deixando que as palavras, melhores ouvintes que um analista, nos encaminhe para uma solução mais pungente, do que apenas ouvir as recomendações decoradas e tradicionais que os profissionais julgam ainda serem as melhores respostas.

Na minha escrita existem guerreiros bravios e portadores de grande coragem, destemidos heróis e ainda as donzelas, que não são mais tão frágeis como nos contos antigos. Elas agora gritam pela vida e procuram fazer o melhor que podem, mesmo que o melhor não seja algo que a sociedade entenda como coisa de “mulher”.

Os erros e as mágoas ficam mais transparentes e perdem sua força hercúlea, quando lidos nas páginas tortas e amassadas de agendas antigas. Pecados e maldades perderam a força quando o perdão foi estabelecido e o tradicional e ainda vivo amor, ganha conotação mais imponente, quando o encaixo num contexto sofrido e não menos merecedor de respeito.

Escrevo por que gosto.
Escrevo por que me faz bem, ver as palavras rabiscadas ou digitadas criarem formas e se juntando umas as outras. Elas me surpreendem a cada novo momento com a magia que sua união expressa sensações, sentimentos e realizações de grande poder e influencia em minha caminhada.

Escrever é contar a alguém ou a si mesmo, que você, enquanto criatura viva e pulsante no universo é o próprio Deus de suas opiniões.
Escrever é deixar que a forma mais primitiva do seu “eu” fale, que tome forma, que viva!
Escrever é a maneira mais fácil de confessar a si mesmo as suas dádivas, as suas lutas e as suas conquistas. E também é uma ferramenta eficaz de aproximação com o mundo, seja ele real ou imaginário.

De que outra forma eu poderia me aproximar do bonitão do outro lado do salão, se minha coragem e timidez me travam as pernas e me impedem de ir até ele?

Lu. Franzin

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