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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Cinquenta Tons de Cinza - Resenha





Cinquenta Tons de Cinza
Autor: James, E L
Editora: Intrínseca


Sinopse:
Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seus próprios termos...

Resenha:

Sucesso de vendas no país, e fora dele também o livro da autora E. L. James, Cinquenta Tons de Cinza, está abrindo uma nova margem de assuntos no universo literário. Pode-se dizer que talvez seja mais uma febre, como aconteceu com os vampiros, mas não há como negar que o assunto desperta interesse até na mais casta das pessoas.

Se o intuito da autora era focar o público feminino, seu objetivo foi alcançado com maestria e ainda despertou a curiosidade da ala masculina de plantão em entender o porquê de tanto alvoroço ao redor de um único título.

O fato é que para os homens o assunto abordado: sexo e sadomasoquismo não se ligam tanto às palavras. Para eles o visual é o mais importante. Mas para o dito sexo frágil... Ah! Aí sim a autora encontrou nosso ponto fraco! Sim as palavras nos encantam, e que atire a primeira pedra a mulher que nunca tenha lido algo mais “picante” e fantasiado com os mocinhos cada uma das cenas descritas.

Mas, em Cinquenta Tons de Cinza a imaginação da autora nos é imposta cruelmente! Forçada para dentro de nossas cabeças sem pedir permissão! Forçada sim! Duvido que a leitora (me dirijo diretamente às mulheres, pois é a grande maioria.) não se colocou no lugar da doce, ingênua e até chata ás vezes com seus monólogos existenciais gigantescos, Anastacia Steele. Eu me coloquei! E afora os sentimentos contraditórios que ela descreve, antes do ato consumado, as dores físicas e emocionais a partir dali, me fizeram perder o fôlego algumas vezes.

Confesso que tive vergonha de segurar o livro em algum lugar público (consultório médico, praça de shopping...) visto que, a mídia escancarou seu assunto abordado aos quatro ventos. Certo constrangimento se abateu sobre mim e tentei sim, encobrir que também estava mergulhada naquela história. E por mais que eu quisesse abandonar esse universo, a curiosidade mórbida nos faz engolir página a página, e quando a “diversão” realmente começa por volta da pagina 100, aí que é impossível mesmo largar!

Ainda que não haja uso de linguajar vulgar, a autora descreve as cenas de sexo de forma tão clara, que não deixa margens para a nossa imaginação. Tudo é muito detalhado: as sensações, os ambientes, as posições, os objetos... Tudo!

Particularmente isso me desagradou um pouco. Prefiro que minha imaginação preencha as lacunas, e sobre o livro só consegui imaginar a fisionomia dos personagens, nada mais me foi permitido.

Anastacia, ingênua e virgem se entrega a Christian na busca de um relacionamento amoroso de contos de fada, porém o rapaz tem preferências peculiares em relação ao envolvimento emocional e carnal. E é nesse contexto que entra o sadomasoquismo. O prazer dele só é alcançado através dessa prática, o que assusta 
Anastacia. Ela quer ficar com Christian, mas também quer o romance cor-de-rosa que sempre sonhou, e ele, por sua vez, também a quer, mas sobre as suas condições.

E o impasse é firmado então.

Mesmo que o livro termine com a claríssima impressão de continuação (e sabemos que ainda faltam dois volumes para a conclusão da obra) por si só ele consegue quebrar tabus escancarando um mundo obscuro, presente apenas no imaginário das pessoas curiosas, ou no sigilo de seus praticantes.

Não tenho certeza se terei coragem de adquirir os próximos volumes, mesmo odiando quando uma coleção fica incompleta em minha estante. Talvez com o tempo e até o próximo lançamento eu consiga esconder um pouco do constrangimento e encare o volume dois, mas certamente será lido às escondidas de novo. Ainda conservo uma boa parte do meu lado careta...

Lu. Franzin




*Nota. - Todas as resenhas expostas nesse blog são de minha autoria e responsabilidade, elas expressam a “minha” opinião pessoal a respeito dos livros lidos. Não é meu interesse denegrir a imagem de nenhum autor, e nem influenciar os novos leitores de maneira negativa ou positiva a adquirirem ou se absterem de alguma obra.
 

2 comentários:

  1. Adorei a resenha, Lu.
    Eu ainda não consigo entender o por quê de tanto auê em cima de 50 Tons. Pra quem já leu Nicole Jordan, J R Ward e outras autoras do genero, não vi nada de especial, nem mesmo a parte BDSM. No livro do V - Amante Revelado - tem BDSM de montão (e eu achei bem mais legal do que em 50 shades). Mas apesar de tudo, de não achar o livro nem tão bom qto pintam, nem tão ruim qto marginalizam, eu gostei da série . Já li os 3, o segundo é o melhor e tem umas cenas muito fofas, baunilha mesmo =)!
    Amei o blog. Seguindoooooo!!

    beijos,

    Carina

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  2. Muito obrigada Carina. A Estréia foi com Perdida vc viu?...rs..., eu ainda não li os outros, mas vou ler, pois minha curiosidade mórbida é maior que o meu descontentamento...rs... E obrigada por participar dessa minha empreitada... Grnade bjo sua linda!!!

    Não esquece que estou anciosa esperando o "Procura-se um Marido"! Autografado!
    Grande Bjo!
    Lu.

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