Início

domingo, 30 de setembro de 2012

O Inverno das Fadas - Resenha




O Inverno das fadas.
Autor: Carolina Munhóz
Editora: Leya- Casa da Palavra
Categoria: Literatura Nacional / Romance – Ficção - Fantasia

Sinopse:

Existem pessoas normais em nosso planeta. Homens e mulheres simples que nascem e morrem sem deixar uma marca muito grande ou mesmo significativa na humanidade. Mas existem outros que possuem talentos inexplicáveis. Um brilho próprio capaz de tocar gerações. Como eles conseguem ter esses dons? De onde vem a inspiração para criar trabalho maravilhosos? São cantores com vozes de anjos, artistas com mãos de criadores e escritores imortais. Existe uma explicação para isso. Sophia é uma Leanan Sídhe, uma fada-amante, considerada musa para humanos talentosos. Ela é capaz de seduzir e inspirar um homem a escrever um best-seller ou criar uma canção para se tornar um hit mundial. A fada dá o poder para que a pessoa se torne uma estrela, um verdadeiro ícone, ao mesmo tempo em que se aproveita da energia do escolhido para alimentar-se. Causando loucura. E MORTE.

Resenha:

Há algum tempo ensaio para fazer uma resenha a respeito desse livro, que li duas vezes afim de que pudesse entender realmente o que a autora quis passar com a história e me sinto frustrada por não ter encontrado a mensagem subliminar do texto.

A grande quantidade de referências aos ídolos de nossa geração acabou por sufocar a narrativa, retirando o espaço que poderia ser empregado aos outros personagens da história que, talvez, pudessem ter sido aproveitados de uma maneira muito mais interessante quando surgiram no contexto, me refiro aqui ao padre e a garota gótica.

Por ser uma história fantasiosa, me incomodou a grande semelhança entre o mundo real e o imaginário, por vezes até me questionei se o mundo das fadas não era ali mesmo na esquina, onde fica o posto de combustível. E uma fada com nome de “Sofhia” não remete muito ao sentido imaginário como, particularmente acredito, deveria ser. Não possuo grandes referências às fadas e a busca por esse livro estava centrada na minha vontade de adquirir um pouco mais de conhecimento sobre esse tema mesmo sendo imaginário, mas decidi por conta da leitura dessa obra ficar com a imagem da Tinker Bell, para não macular o pouco que sei sobre o assunto.

As Leanan Sídhes, ou Fada Amante, podem ter seu fundo de verdade no imaginário das pessoas, mas não me convenceram de sua força em influenciar os dons artísticos dos humanos talentosos citados. E a forma com que a Fada Sophia, uma Leanan Sídhes, conseguia manter-se viva através da energia que roubava dos seus pupilos, enquanto lhes instigava no desenvolvimento de seus dons, deixou o texto pesado, e a meu ver não funcionou como ferramenta para apimentar a situação.

Talvez tenha faltado um pouco de sutileza no desenvolvimento das cenas de sexo, mesmo o uso do homossexualismo poderia ter sido tratado de forma um pouco mais generosa, e não apenas como um trunfo, que contribuiu para deixar o texto um tanto ambíguo.

Afora esses detalhes que me incomodaram um pouco, a leitura até que flui bem, não há a repetição de ideias e quando Sophia está na presença de Willian, sua mais recente vítima, é palpável o sentimento que contradiz sua função irrefutável com o amor que ela sente por Willian. Em alguns momentos, parece até que ela o ama muito mais, do que ele a Sophia.

Quando o sofrimento dela é descrito, quase podemos sentir raiva de sua condição natural de mensageira da morte. Que, aliás, representada por outra fada, me deixou irritada com sua pretensão maldosa. E vibrei quando a Fada da Morte perdeu sua prepotência para o Alquimista, e foi ludibriada descaradamente por ele! 

Gostei muito do uso de nomes das musicas estrangeiras como títulos dos capítulos, e a tradução dos mesmos se encaixa com o que poderemos esperar da continuação do texto.
 
Acredito que a autora tem grande potencial evolutivo nesse meio literário, e aguardo descobrir novas especulações a respeito de um novo projeto. E vou tentar acompanhar seu desenvolvimento frente aos novos trabalhos que ela venha a lançar.

Lu. Franzin



*Nota. - Todas as resenhas expostas nesse blog são de minha autoria e responsabilidade, elas expressam a “minha” opinião pessoal a respeito dos livros lidos. Não é meu interesse denegrir a imagem de nenhum autor, e nem influenciar os novos leitores de maneira negativa ou positiva a adquirirem ou se absterem de alguma obra.

2 comentários:

  1. Achei muito boa sua resenha e engraçada!Uma dica, se gostar pode utilizar gifs animados para incrementar!
    Eu ainda não li o livro mas pretendo, não sabia que também tratava de homossexualismo.
    Não sou fã nessas literaturas mas encaro!
    bjs

    www.leituradeouro.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada pela dica, mas andei experimentando alguns e não gostei não...rs... Por enquanto vou deixar assim mesmo. Acho que foi essa ideia da bisexualidade que deixou um pouco pesado..., mas, porém, contudo, entretanto...cada um, cada um... Obrigada pela visita! Bjo!

      Excluir

Postagens ofensivas com palavras vulgares serão excluídas.