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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Alguém Para Amar - Resenha.


Alguém Para Amar
Autor: Judith McNaught
Editora: Best Seller
Categoria: Literatura Estrangeira / Ficção / Romance Histórico

Sinopse:

Em "Alguém para amar", Judith McNaught descreve com impressionante vigor e emoção o romance entre uma condessa, Elizabeth Cameron, e um homem de origem misteriosa, Ian Thorton.

Elizabeth foi criada longe dos salões londrinos e não sabia que ligações afetivas e financeiras frequentemente se entrelaçam em sutis arranjos de interesses. Era ingênua demais para suspeitar do comportamento de Ian, um homem atraente e perigosamente hábil nos jogos sociais.
Mas dessa união nasce um amor permeado de intrigas, escândalos e irrefreável sensualidade.


Resenha:

Conversando a toa com a Carina Rissi, no começo dessa semana, ela me falou de uma autora chamada Judith McNaugth, a qual, eu, nunca havia ouvido falar. A Carina (já falei que tenho o privilégio de encontra-la todo santo dia de segunda a sexta não é mesmo?) com olhos brilhando, demonstrou tanto entusiasmo ao falar dessa criatura, que não recusei quando ela me ofereceu em empréstimo um dos livros que possui da autora.

Detalhe interessante, foi o fato de que ela me OBRIGOU a prometer, a “jurar de pé junto” uma data de devolução, mas NÃO pelo fato de que eu demoraria a entregar, justificou seu marido, o simpático e atencioso Adriano Capela, mas sim pelo medo de que “eu” não seria capaz de devolver-lhe o livro depois de terminar a leitura.

E devo confessar que essa é a promessa mais difícil de cumprir, de todas as outras que assumi até hoje.

Não sei nem por onde começar. Mas a história de Elizabeth Cameron e Ian Thornton é tão linda, tão perfeita que é impossível deixar de lado a emoção e agir com a razão.
Imagine-se vivendo em uma época, onde as mulheres eram apenas objetos de demonstração publica, onde uma mulher não tinha voz, nem cérebro nem nada que não fosse a beleza e as frivolidades de se ater a assuntos de casa, moda, bailes e filhos?

Uma época onde mostrar os tornozelos seria algo totalmente imoral e pior ainda, ficar de conversa com um homem a mais tempo do que 10 minutos poderia causar um maremoto de mexericos e capaz de manchar a “honra” da donzela inconsequente? É nesse cenário que nossos personagens ambientam a trama.

Elizabeth foi criada para ser uma dondoca, e através de sua abençoada e maldita beleza conseguir um dote espetacular por seu casamento. Ela não queria isso! Queria ficar em sua propriedade, que estava em sua família a muitas gerações, queria cuidar dos empregados que lá viviam e ser independente! 

Um absurdo sem tamanho!

Por conta dos erros cometidos pelos pais, falecidos, e pelo meio irmão, desaparecido, ela precisa se casar o quanto antes para conseguir manter os gastos da propriedade e se livrar do tutor e tio, que é um crápula, mesquinho e avarento.

Porém, não será uma tarefa fácil. Depois que ela se envolveu em um escândalo com o lindo, perfeito, tudo-de-bom, Ian Thornton quando completou dezessete anos e fez seu “debut” em Londres, ela se tornou uma pária da sociedade, que era em suma, baseada em aparências, e os muitos pretendentes daquela época, se esvaíram. Após uma manobra nada educada do Tio Sovina, Elizabeth se viu novamente frente a Ian.

Desde o primeiro encontro eles se apaixonaram. Ele um homem forte e visto com maus olhos, por ser um filho bastardo e exímio jogador que deixava os mais respeitosos homens a beira da vergonha quando se reuniam em uma mesa de jogos, conseguiu arrecadar sua fortuna sem a ajuda de uma intervenção familiar. E ele tinha essa intervenção bem a mão, mas o orgulho o impedia de esticar o braço e pegar.

Ian, é lindo, forte, orgulhoso, teimoso e... PERFEITO!

E entre idas e vindas, fofocas maldosas, mentiras e traições, acordos e desacordos Ian consegue o que quer: ficar com Elizabeth.

Mas não é assim uma coisa tão simples... Quando tudo parece correr bem, quando começamos a acreditar que o romance agora vai prosperar, eis que surge outro grave contratempo.

A história é linda!

Você ri muito, chora, e fica brava! Mas muito brava mesmo! Por ver o quanto situações que hoje são tão medíocres e que no passado poderiam destruir a vida de uma pessoa, com um simples mal entendido de palavras.

Devorei esse livro em dois dias, e são apenas 703 páginas!

Primeiro, por que tinha prometido devolver o livro em cinco dias. Segundo é que é praticamente impossível larga-lo!

Ainda estou suspirando pela história dos protagonistas.

Ainda estou rindo sozinha, e balançando a cabeça para os lados quando penso no que a “lesada” da 
Elizabeth fez! Depois de tudo lindo e perfeito com o Ian, ela resolve dar ouvidos a seu... Ops!

Com frases surpreendentes, com descrições perfeitas e um toque sutil e levemente erótico, a autora consegue aprisionar-nos a dois séculos passados.  

Judith McNaugth  faz jus á referência que lhe é atribuída: “de ser uma das mais convincentes representantes da ficção romântica.” Romantic Times.

...”— Eu o magoei demais, meu amor, e vou continuar a magoá-lo nos próximos cinquenta anos. E você também vai me ferir, Ian, embora eu espere que nunca mais seja tanto quanto está me ferindo agora. Mas se é assim que tem que ser, vou suportar tudo, pois minha única alternativa seria viver sem você, e isso é o mesmo que a morte. A diferença é que eu sei disso, e você... ainda não sabe.” Pág. 662


Lu. Franzin

*Nota. - Todas as resenhas expostas nesse blog são de minha autoria e responsabilidade, elas expressam a “minha” opinião pessoal a respeito dos livros lidos. Não é meu interesse denegrir a imagem de nenhum autor, e nem influenciar os novos leitores de maneira negativa ou positiva a adquirirem ou se absterem de alguma obra.

3 comentários:

  1. Fiquei interessadíssima na história, linda a resenha Lu!
    Agora te falo, dá uma dó devolver um livro, principalmente se gostamos tanto!
    Mas eu aposto que nem passou pela sua cabeça não devolver o livro! O marido que é um desconfiado e ciumento! kkkkkkkk
    Bjs
    P.S Fã de carteirinha quando mais jovem de "Sabrina" "Julia" e (...) rs tenho alguns dessa autora he he
    http://mundoliterando.blogspot.com.br/

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  2. Bom para vc ler um livro de 703 páginas em dois dias ele deva ser muito bom mesmo e por isso ele vai para a minha pequena lista de livros que vou ler um dia desses. rsrssr

    A história realmente pareceu-me muito boa e não posso deixar de ler. rsrsrs

    Bom agora me resta a curiosidade em saber, se vc conseguiu devolver o livro.. rsrsrsr...

    O bichinho da curiosidade!! rsrsrsr


    Beijokas!!

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  3. Gostei da resenha e também fiquei impressionado com seu fôlego em ler as 703 páginas em dois dias. Já vai longe o tempo em que eu conseguia semelhante façanha, embora goste ainda muito de ler. Bj grande!

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