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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A Batalha do Apocalipse - Resenha


A Batalha do Apocalipse – Da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo.
Autor: Eduardo Spohr
Editora: Verus

Sinopse:

Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do Juízo Final.

Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedon, o embate final entre o Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.

Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heroicas, magia, romance e suspense.

Resenha:


Cometi uma grande injustiça com esse livro, e agora pretendo me redimir.

Adquiri a obra de Eduardo Spohr em meados de julho desse ano, e como ele veio junto com duas outras coleções, acabei me atendo ás coletâneas e fui deixando-o de lado. Quando terminei de ler os outros livros, e estava prestes a abraçar A Batalha do Apocalipse, eis que surge a minha frente outro livro de nome À Beira do Apocalipse, dos autores Tim Lahaye e Craig Parshal. E o fato verídico desse ultimo ser emprestado, me obrigou a deixar mais uma vez o livro de Eduardo em segundo plano.

Para quem não conhece Tim Lahaye, em parceria com outro autor chamado Jerry B. Jenkins, é criador de uma coleção de quinze títulos chamada Deixados Para Trás, e que dá nome ao primeiro livro. A coleção é de cunho religioso e cria um cenário fictício baseado no livro do Apocalipse da Bíblia. Mas não é sobre essa obra que vim me expressar nesse momento.

Como passei pelo Apocalipse de Lahaye antes do de Eduardo, achei melhor esperar mais um pouco e me lancei a outras obras, sobrepondo novos títulos antes de voltar a encarar o Armagedon. E essa foi a minha injustiça.

Enquanto um (o de Lahaye) falava com uma conotação mais religiosa, pautada nos fundamentos citados pela Bíblia, o de Eduardo nos transporta para um cenário avassalador dentro do imaginário humano!

Quem é que nunca desejou, sonhou e até rezou para um Anjo da Guarda? Quem nunca idealizou essa criatura mágica em sua mente, tendo-o como protetor, amigo, companheiro e agora, com tantas paixões entre os humanos e os seres celestes que permeiam um nicho literário na atualidade, um amante angelical também toma forma no universo fantástico e envolvente de insaciáveis leitores.

O meu Anjo Protetor certamente seria Ablon! E no contexto da obra de Eduardo, me vi na pele da Feiticeira de En-Dor, Shamira, e como ela seria capaz de fazer tudo pelo renegado sem ao menos questionar qualquer decisão dele. Confesso que nunca fui fã de Miguel, o arcanjo, baseada nas informações que tinha sobre ele, e A Batalha do Apocalipse acrescentou um ponto negativo a mais em meu conceito sobre esse ser celeste, tantas referencias contrarias a ele devem ter seu fundo de verdade em algum lugar.

Existem na obra muitos fatos históricos que são trançados de maneira tão peculiar e sutil, que nos leva da Mesopotâmia a Atlântida, do Japão ao Rio de Janeiro, de Jerusalém a Constantinopla, de Babel ao Sheol (inferno) sem causar uma confusão migratória em nossas mentes em relação á passagem do tempo. A história mescla passado, presente e futuro de forma concisa e não nos deixa perdidos entre os fatos narrados através do tempo.

Os nomes dos Anjos, de relíquias de ações e espaços em alguns momentos podem nos deixar com a sensação de que não os conhecemos, ou instigar o questionamento de nossas mentes mal treinadas a pensar: Quem é mesmo esse tal de Nahor? Mas o glossário no final do livro nos mantem atualizados com explicações e significados de todos os verbetes e nomes desconhecidos. Sugiro que o leitor iniciante nessa trama leia primeiramente o glossário, e mantenha um marcador sobressalente nessas páginas.

O trabalho de pesquisa do autor deve ter sido a parte mais dificultosa de todo o processo, mas preciso agradecê-lo pelo empenho, pois mesmo sendo a obra fantasiosa e fictícia, esclareceu-me algumas duvidas sobre o tema que ainda permeavam a minha restrita orientação sobre o assunto.

Dentre todas as informações reais e fantasiosas que obtive sobre o tema Apocalipse, inclusive a arbitrária e temerosa orientação da Bíblia, gostaria de pensar, e crer, que existem, sim, seres evoluídos que se preocupam com nossa insignificante existência, e que lutam por defender a mais bela, imperfeita, instigante, invejável e excêntrica obra da criação Divina: O ser humano.



Lu. Franzin

*Nota. - Todas as resenhas expostas nesse blog são de minha autoria e responsabilidade, elas expressam a “minha” opinião pessoal a respeito dos livros lidos. Não é meu interesse denegrir a imagem de nenhum autor, e nem influenciar os novos leitores de maneira negativa ou positiva a adquirirem ou se absterem de alguma obra.