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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Toda sua - Resenha.



Toda sua.
Autor: Sylvia Day
Editora: Paralela

Sinopse:

Eva Tramell tem 24 anos e acaba de conseguir um emprego em uma das maiores agências de publicidade dos Estados Unidos. Tudo parece correr de acordo com o plano, até que ela conhece o jovem bilionário Gideon Cross, o homem mais sexy que ela - e provavelmente qualquer outra pessoa - já viu. Gideon imediatamente se interessa por Eva, que faz tudo o que pode para resistir à tentação. Mas ele é lindo, forte, rico, bem-sucedido, poderoso e sempre consegue o que quer - Eva acaba se entregando. Uma relação intensa começa. O sexo é considerado por eles como incrível. Capaz de levar os dois a extremos a que jamais tinham chegado. E, então, eles se apaixonam - o que pode ser tanto a chave para um futuro feliz quanto a faísca que trará de volta os traumas do passado.

Resenha:

Existe um dito popular que diz que: “A curiosidade matou o gato!”.

E venho agora discordar veemente dessa afirmação. Pois que, não fosse pela dita “curiosidade”, eu ainda manteria a imagem peculiar, e chocante, que o “bum” do momento me deixou quando me embrenhei na história de 50 Tons.

Não, não é desse livro que vou falar hoje, mas sim de outro que fora lançado há pouco tempo, aproveitando a onda estratosférica que o assunto: “erotismo nu e cru” tomou posse de leitores espalhados pelos quatro cantos do mundo, (ou três, ou dois..., não sei até onde chegou, mas se ainda não chegou, chegará!).

Refiro-me aqui ao livro da americana Sylvia Day, “Toda sua”, o qual faz parte de uma trilogia denominada Crossfire, e que já está as portas do lançamento do segundo volume chamado “Profundamente sua”.   

De uma maneira mais gentil, sem chegar aos apaixonantes romances de banca, e ao mesmo tempo direta e reta, a autora consegue nos prender á história de Eva e Gideon, e nos obriga, delicadamente, a querer descobrir mais e mais sobre esses dois personagens que se envolvem num tórrido e erótico romance.

Não existe a enrolação da paquera, o envolvimento deles acontece por vias nada convencionais: Gideon viu Eva, quis Eva, e tomou Eva! Simples assim! E a pobre da criatura não teve chances contra o charme dele, mesmo antes de o ato se consumar ele já a tinha em suas mãos. E quem ousaria não se encantar por ele? Lindo! Grande! E rico! E o tal quadril de Apolo? Ahã!! Isso mesmo! Quadril de Apolo...

As cenas quentes são longas... Muito longas... E muitas cenas... E mesmo assim percebi apenas um deslize da autora quanto ao tempo de “recuperação” dos personagens. Sim, eles demoram um pouco para se recuperarem, descansam, respiram, e voltam à ativa!

Até entender qual era o problema com Eva, achei que os dramas que ela fazia eram um pouco infantis, mas depois que entendi seus motivos, compreendi que todos eles tinham sim, um bom motivo para existirem, e fiquei com a pulga atrás da orelha em saber o que aconteceu com Gideon, ele também tem um drama pessoal, mas a autora não nos deixa uma dica especifica sobre o assunto, então adejamos em ideias infinitas e inúmeras possibilidades. E chega a ser preocupante esse lado obscuro dele.

Cary me deu nos nervos! Juro que fiquei encantada com o amigo que dividia o apartamento com Eva no inicio da leitura. Lindo, gentil, carinhoso, um amigo para todos os momentos, bons e ruins, e que está começando a despontar na carreira de modelo fotográfico. Mas sua disposição em se autodestruir é irritante! Ele passou por poucas e boas também, teve seus dramas particulares, e é incapaz de ignorar um rabo de saias, mesmo tendo um partido de calças, merecedor de total atenção, a sua disposição. É... Confunde um pouco a dualidade com que ele lida com seus romances.

Mas, a verdade é que a história é bem escrita. Sem abuso de palavras obscenas, elas aparecem sim, mas num contexto mais abrangente, sem causar mal estar ao leitor. Quando elas surgem, são necessárias para o esclarecimento no decorrer das cenas, e ao ritmo dos acontecimentos que a autora nos apresenta.

As mulheres, já fisgadas por 50 Tons, irão apreciar Toda sua. E os homens deveriam ler também. E ponto!

É impossível não sentir aquele friozinho na barriga, e posso afirmar que nessa linha de escrita, vale a pena desvendar esse tema, ainda que os tabus sociais quase inexistentes nessa nossa sociedade tenham um pouco de peso na decisão do leitor.

Vou esperar (tristemente, pois, o fato de ser uma trilogia adiciona uma medida de tempo demasiada grande para conter a ansiedade de uma leitora), até que o próximo volume esteja disponível. Essa Trilogia, Crossfire, estará completa na minha estante.

Lu. Franzin

*Nota. - Todas as resenhas expostas nesse blog são de minha autoria e responsabilidade, elas expressam a “minha” opinião pessoal a respeito dos livros lidos. Não é meu interesse denegrir a imagem de nenhum autor, e nem influenciar os novos leitores de maneira negativa ou positiva a adquirirem ou se absterem de alguma obra.