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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A Viagem - Resenha - Filme





A VIAGEM
Direção de Lana e Andy Warchosky e Tom Tykwer
COM: Tom Hanks, Halle Berry, Susan Sarandon
LANÇAMENTO: Imagem Filmes
PRODUÇÃO: Warner Bros., Andy e Lana Warchosky, EUA, 2012
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos



Sinopse:



Ambição define o filme A Viagem. Dirigido pelos irmãos Lana e Andy Warchowsky (da Trilogia Matrix) e por Tom Tykwer (Corra, Lola, Corra), a produção tem quase três horas e abrange um período de tempo entre passado, presente e futuro. Chama tanto atenção pelos efeitos especiais quanto pelo trabalho dos atores na interpretação de múltiplos personagens (Tom Hanks faz seis papéis e Hugo Weaving dá vida a uma mulher). De trama confusa e picotada, embebida de filosofia e religião espírita, é um filme difícil e dito como "infilmável" antes mesmo das gravações. É preciso paciência.





Resenha:

Quando meu marido me convidou para irmos assistir esse filme, não sabia nada a respeito dele. Não tinha lido criticas, nem visto nenhum trailer promocional. Corri os olhos sobre a sinopse que aparecia no site do cinema rapidamente e confesso que não fiquei muito entusiasmada, mas resolvi aceitar o convite, baseando-me na premissa de que com Tom Hanks entre o elenco, alguma coisa há de se ver.

Como o próprio nome diz (em português afirmo) o filme é mesmo uma viagem! São várias histórias contadas em tempo passado, presente e futuro e que têm como única ligação um sinal em forma de astro nos principais protagonistas de cada história.

Esses protagonistas marcados são os grandes responsáveis pelas mudanças em suas vidas e na de outras pessoas, e se destacam como exemplo a serem seguidos, ou não, após enfrentarem paradigmas que destoam de sua opinião principal.

A Viagem é um daqueles filmes o qual cada pessoa que o assiste tem como continuação, os comentários revoltados de outros espectadores saindo após a sessão, exclamando que perderam seu tempo, seu dinheiro, e algumas mazelas ainda maiores, dentro de seu exuberante nível educacional, clamando aos transeuntes laterais sua indignação e falta de entendimento.

Não vou ser a dona da razão e bancar a expert no assunto, afirmando que entendi perfeitamente qual era a mensagem crua e pura da história, pois não estaria sendo sincera se assim o fizesse. Mas identifiquei sim durante as mais de duas horas e meia de apresentação a minha verdade! A minha percepção e o significado de algumas mensagens me fazem afirmar que o assistiria novamente, e talvez mais uma vez ainda.

A Viagem fala de amor, medo e esperança. De pessoas simples e especiais. Fala de escolhas, que devemos ou não fazer. De sonhos a serem perseguidos e de lutas internas e externas a serem travadas.

Fala que um conselho é bom e bem vindo! Mas que também podemos ter nossa própria opinião e agirmos por nós mesmos. Fala do poder da fé e da crença em algo maior e superior aos reles seres humanos.

Destaca que tudo o que vemos nem sempre é real e verdadeiro, que a confiança e o respeito que depositamos em determinadas pessoas, que cruzam nosso caminho, pode ser a nossa tábua de salvação ou a assinatura demente de nossa própria sentença de morte.

Uma miríade de mensagens transparentes e subliminares dança na projeção das imagens enquanto nos esforçamos para apreender todas elas.

A quem gosta de uma história com começo, meio e fim traçados de forma linear e de fácil compreensão, eu não indicaria o filme. Mas, àqueles que gostam de se sentirem desafiados, instigados ao pensamento, que não se retraiam frente á sugestão filosófica e que não tenham receio de ver e ouvir algumas das mais puras e antigas, e ouso dizer cruéis, verdades, recomendo-o veemente!



Lu. Franzin

*Nota. - Todas as resenhas expostas nesse blog são de minha autoria e responsabilidade, elas expressam a “minha” opinião pessoal a respeito dos livros lidos. Não é meu interesse denegrir a imagem de nenhum autor, e nem influenciar os novos leitores de maneira negativa ou positiva a adquirirem ou se absterem de alguma obra.